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Da Ficção para a Realidade




Nicolau Ramalho, Cofundadore CCO da Noleak, apresentou seu case de sucesso de vigilância Artificial, principalmente em visão computacional e em defesa e segurança. “Eu trouxe um filme,talvez alguns de vocês vão lembrar do filme Minority Report, que tinha o Tom Cruise como personagem principal, e ele trabalhava junto com aqueles três precogs. Eram videntes que faziam predição de crime. Os videntes falavam onde é que ia acontecer o crime, quem era a vítima, e o vidente principal chamava Agatha. Por isso que a gente batizou o nosso software de Agatha, para facilitar esse propósito de que a gente faz predição de evento. Então a gente está fazendo rede neural,machine learning, deep learning,conectado na rede neural da Agatha.Então, em qualquer câmera, a gente conecta a rede neural da Agatha e ela vai aprender o que é o padrão normal daquele vídeo. Onde é que tem carro,se tem carro, se tem engarrafamento,que horas que tem engarrafamento,que dia da semana entendendo o que é o comportamento, aí ela começa a trazer as anomalias a partir daí.Então ela leva esse alerta, pode ser desde um celular ou então numa câmera central de monitoramento,por exemplo”, apresentou Nicolau.


Veja mais acessando a revista ABIPT abaixo.


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Atualizado: 22 de abr. de 2022

Colocar de pé uma central de monitoramento eficiente, moderna e segura custa muito, não é mesmo? São diversos fatores envolvidos, mas qual será o principal custo deste tipo de operação de segurança? Onde está o real custo para se montar uma operação de central de monitoramento?

A premissa de segurança no controle de acesso à uma central de monitoramento acaba trazendo uma grande atenção sobre a arquitetura (civil) robusta, eficiente e que já garanta as adequadas barreiras físicas de acesso à central de monitoramento. Mas esse ainda não é o maior custo deste tipo de operação.

Embarcar na central de monitoramento, tecnologia de ponta, redundância de comunicação, customizações e implantação de sistemas também não são o maior custo envolvido.

É seguro afirmar que de longe, o maior custo envolvido em uma central de monitoramento é relacionado às pessoas, que farão tudo isso funcionar.

A começar pela contratação dos profissionais adequados, passando pelo treinamento e reciclagem constantes, sem esquecer da implementação de processos internos de segurança e operação, mas principalmente, pela retenção de talentos e consequentemente, turn-over de pessoas pela central. Que acaba onerando uma vez mais todo esse ciclo mencionado.



Três pilares podem ajudar na contenção desse custo:


1) Projeto de segurança

O papel do consultor de segurança, que consegue entender corretamente as dores do cliente, realizar um levantamento de riscos adequado e sintetizar esses fatores em função do orçamento disponível é fundamental para a otimização adequada dos recursos tecnológicos em função das condições físicas e humanas envolvidas no projeto. Ou seja, a otimização do recurso humano envolvido no projeto passa pelo mapeamento de onde conseguimos tornar a ação humana mais eficiente alocando tecnologia e posicionar esse fator humano excedente realizando funções de maior complexidade e necessidade de capacidade cognitiva, bem como protegendo mais ainda uma vida ao evitar sua exposição desnecessária quando possível sua otimização com tecnologia.


Neste caso, a ineficiência está no tempo que um operador dedica no tratamento de um alarme falso ou até mesmo realizando uma ronda virtual quando na verdade essa ronda poderia ser feita por um robô de monitoramento com muito mais eficiência e por 24hrs por câmera.


2) Alinhamento de expectativa e escolha do Cliente

É possível identificar ineficiência quando apesar de realizado o dimensionamento adequado do projeto de segurança em função das dores do cliente, elaborada a análise de risco e levando e consideração a constrição orçamentária, as expectativas do cliente acabam não sendo adequadamente dimensionadas em alinhamento com estes fatores. Ou seja, independente do orçamento (alto ou baixo), o cliente sempre tem uma estimativa de resultados que pode ser frustrada quando profissionais de segurança não conseguem transmitir ao cliente com fidelidade as limitações do projeto de segurança que será implantado.

E aqui cabe uma ressalva de suma importância em nosso segmento. Somos responsáveis por proteger vidas e nesse contexto, não cabe nenhum aspecto de leviandade sobre os limites de nossa responsabilidade como profissionais de segurança. Antes, não realizar uma venda do que entregar algo que não está genuinamente alinhado e compromissado com o resultado final de segurança daquele cliente.

Ressalva feita, se essa expectativa não for adequadamente alinhada, na prática encontramos situações em que o cliente acaba sobrecarregando o aspecto humano na central de monitoramento para suprir a expectativa do cliente em detrimento às omissões realizadas no projeto.


Em outras palavras, aquele controle de acesso que poderia ser realizado 100% de maneira remota acaba demandando intervenção humana pela central de monitoramento na maior parte dos casos.


Ou ainda, aquela ronda virtual que conta com a sorte para identificar uma ocorrência em andamento, quando na verdade, deveria ocorrer mais como uma auditoria e oportunidade de melhorias ao processo interno do cliente, acaba sendo frustrada pois o cliente imaginou que o operador de monitoramento teria uma vigilância ativa como se estivesse presente em suas instalações.


3) Tecnologia adequada.

Se a central de monitoramento conta com ferramenta tecnológica capaz de atuar nestas ineficiências indicadas, é possível otimizar em mais de 15% o total da despesa com efetivo de mão de obra em uma operação assistida, sem contabilizar a real qualidade no serviço prestado.

Ou seja, não existem – ou não deveriam existir – mais centrais de monitoramento que não utilizam massivamente a tecnologia para atuar exatamente nos dois pilares anteriores:


a) Otimização de recurso humano na operação;

b) Melhor atingimento das expectativas do cliente em face de suas necessidades e orçamento disponível.


Hoje, diversas – se não todas – tecnologias aplicadas ao monitoramento focam em realizar o trabalho de analisar se há um risco eminente e havendo esse risco, daí sim acionar o operador de monitoramento para que ações de segurança sejam tomadas naquele caso específico.

Além de tornar a ação humana mais eficiente, pois delega à máquina o trabalho operacional de análise primária do contexto de segurança de maneira muito mais eficiente e qualitativa que o humano poderia fazer, ainda permite a melhor alocação do recurso humano na operação, ou seja, com menos intervenções humanas, é possível investir em profissionais mais qualificados.


Conclusão


Sem dúvidas, o maior custo em uma operação de monitoramento está no pilar humano do negócio. Seja na qualificação do time comercial sobre o alinhamento das expectativas do projeto, seja na qualidade do profissional operacional que conduzirá o dia a dia da central ou no dimensionamento deste time.

A arquitetura civil do projeto, ou o investimento em tecnologia, de certa forma são estanques, ou seja, são realizados uma única vez sem muita necessidade de alteração recorrente, entretanto, o investimento em mão de obra é perene e está diretamente conectado com o nível de qualidade e eficácia do serviço prestado. Principal foco de atenção deve ser centrado sobre este aspecto do custo na central de monitoramento. Neste pilar está toda sua competitividade.

Logo, ao estruturar sua central de monitoramento, cobrindo estes 3 aspectos de maneira cíclica, a operação estará amparada com a otimização de custos e boas praticas de competitividade no mercado.

Sempre reclamamos que o orçamento de segurança é cortado, ou então que é difícil evidenciar o valor da pasta de segurança, uma vez que seu valor é intangível. Em outras palavras, somente é percebido o impacto dos cortes no orçamento de segurança quando acontece um sinistro e o prejuízo acaba sendo imensamente maior do que toda a economia de anos cortando o orçamento de segurança, não é mesmo?


Mas já pararam para pensar como a segurança pode servir como plataforma para diversos outros setores da empresa?


Se o time de marketing precisa fazer mapa de calor das lojas, obter dados de gênero, idade, comportamento do cliente durante o processo de compras, porque não podemos trabalhar a coleta desses dados à partir das imagens das câmeras de monitoramento e entregar esse “valor” ao potencial cliente interno?


Se o time de operações/administrativo precisa identificar a necessidade de reposição de produtos nas gôndolas, reposição de estoque, tempo de carga / descarga, ociosidade de funcionários, otimização de atendentes de balcão, frente de loja, caixas, etc... por que não entregar essas informações acionáveis em tempo real para a melhor gestão administrativa?


Se área de recursos humanos precisa garantir a segurança do trabalho validando autorizações e controle de acesso, utilização de EPIs, comportamento de risco, tempo de descanso ou jornada, por que a área de segurança patrimonial não ajuda na identificação destes riscos pessoais?


Mas como assim conseguimos entregar esse valor? Vamos tangibilizar trazendo alguns exemplos?


Com o acesso às imagens, embarcando Inteligência Artificial fazendo o reconhecimento de padrões de forma autônoma, é possível identificar o padrão de trânsito dos consumidores em uma loja de varejo, por exemplo. Identificar onde os clientes permanecem por mais tempo, qual o fluxo mais utilizado até esse ponto, e podemos entregar isso como um mapa de calor para a área de Marketing. Isso sem alterar as câmeras hoje utilizadas para vigilância e monitoramento.


Reposicionando ou adicionando algumas câmeras é possível monitorar de forma automática a ruptura de gôndolas, ou seja, a falta de algum produto nas prateleiras de um supermercado e como um alerta de segurança, já lançar essa informação diretamente ao repositor ou à administração.


As imagens que monitoram o estoque podem muito bem alertar a administração quando o empilhamento de um determinado produto atingir níveis abaixo da média, de modo automático e novamente reconhecendo o padrão de volume de estoque e cruzando informações com a sazonalidade.

Já temos câmeras fazendo a vigilância das docas de carga/descarga, não é mesmo? Logo, com Inteligência Artificial, uma vez mais reconhecendo padrões, é possível identificar o tempo médio de carga/descarga e trazer a informação ao gestor do pátio logístico de que um determinado carregamento está atrasado e pode impactar, portanto, na cadeia logística daquela gestão.

Identificando uma quantidade média maior que o normal de pessoas em um setor é possível enviar mensagem diretamente ao gerente de loja, indicando que seria melhor abrir mais um caixa para atendimento, prevendo a formação de filas ou de maneira temporária, levar mais vendedores para a área de artigos infantis, por exemplo.


É fácil o reconhecimento de padrões na movimentação de empilhadeiras, identificando qual a velocidade média ideal para se evitar acidente, ou identificando a presença de pessoas em proximidade arriscada enquanto uma pá carregadeira está em movimento à partir das imagens que juntam um mundo de dados sobre a segurança dessas movimentações, logo, identificar um operador de empilhadeiras que na ânsia de realizar o trabalho o mais rápido possível acaba exagerando na velocidade de suas movimentações internas.


Isso tudo, é claro, desde que a postura do profissional moderno de segurança seja aderente com as mais novas práticas de tecnologia e abra oportunidade para que a incorporação de novas abordagens tecnológicas possam não ter somente o único objetivo de reduzir o custo de mão de obra, mas sim, trazer mais valor ao negócio e permitir que a mão de obra antes má qualificada possa se qualificar mais, e assumir postos de ainda maior valor, entregando esse tipo de informações aos diversos outros departamentos da empresa.

Dessa forma assumimos um posicionamento estratégico de não somente evitar prejuízos ao patrimônio, mas trazer mais recursos ao negócio principal da empresa.


Sendo útil para diversos outros setores da empresa, nada mais justo que compartilhar orçamento entre essas verticais. E sendo a plataforma de segurança, o concentrador de toda essa infraestrutura que proverá informações valiosas para a companhia, nada mais justo que a área de segurança a gestora dos recursos.


Com isso, conseguimos não só defender o orçamento ideal, mas ainda obter acesso a linhas de recurso que seriam inalcançáveis de outra forma, conseguindo assim, melhorar ainda mais a premissa básica de nosso trabalho, que é a segurança patrimonial e de pessoas.

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